©2017 Direitos reservados para Primeiro Andar. Todas as fotos, salvo indicação em contrário, são de autoria de Gil Carlos Volpato. Desenvolvido por aGenteCV [laboratório de criação]. Criado com Wix.com.

Faça sua pesquisa por categoria
Faça sua pesquisa por palavra
  • Google+ - White Circle
  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle
  • Pinterest - White Circle
  • Twitter - White Circle
  • Gil Carlos Volpato

The Sun Always Shines On TV



Nas noites em que o Horário Brasileiro de Verão começa ou termina, a gente perde ou ganha uma hora, perde o sono, ganha uns quilos, perde a noção do tempo, dorme no sofá, acorda com o sol alto batendo no rosto, trabalha com sono, mas geralmente ganha, por um milhão de razões diferentes, um tempinho pra vagar por coisas que estavam há muito guardadas. Na noite do dia 14 de outubro, achando que ainda era cedo, dei uma olhada no que havia de novo no Apple Music e uma coisa muito legal chamou a minha atenção. Passei as décadas de 80 e 90 ouvindo as músicas da banda synthpop/new wave/pop rock norueguesa a-ha, que com seu som cheio de teclados, sintetizadores, instrumentos eletrônicos e a inconfundível voz de Morten Harket eram perfeitas pra caminhar, dirigir e viajar. Na época do Walkman (muito antes do iPod!) fui de ônibus de Florianópolis (SC) até Ji-Paraná (RO). Cinquenta e três horas só de ida, outras tantas para a volta, com uma única fita cassete que continha, de um lado Tears For Fears e do outro a-ha (escreve-s assim mesmo). O hit Stay On These Roads seria só ele suficiente para se ouvir repetidamente durante a viagem toda, mas o a-ha é uma daquelas bandas que não tem música ruim. Não me canso de ouvir as suas músicas e sempre as tenho por perto quando viajo. Dirigir na chuva ao som de Crying In The Rain faz bem para a mente, especialmente se você estiver sozinho no carro, ouvindo no volume máximo e cantando junto, também no volume máximo. E eis então que na semana passada descobri o novo álbum do a-ha! Summer Solstice foi gravado ao vivo durante duas sessões do MTV Unplugged, realizadas na pequena ilha de Giske, na Noruega. A banda chegou a pensar em gravar seus dois primeiros concertos acústicos da carreira (de 30 anos) em Londres, Berlin, Nova Iorque e até em Manaus, no Amazonas, mas acabou mudando de idéia depois de reservar o estúdio Ocean Sound Recordings, na ilha de Giske, para as duas semanas de ensaios. O estúdio muito bem equipado à beira-mar nessa ilha remota permitiu que os ensaios ocorressem sem interferências e, como fica há poucos metros de distância do salão de eventos Øygardshallen (Giske Harbour Hall), foi só questão de estender os cabos de um local ao outro para conectar os microfones do palco aos aparelhos usados para a gravação no estúdio. Além disso, nada poderia ser mais adequado para essa ocasião do que um show intimista, praticamente na casa da banda, para apenas 250 pessoas que puderam ouvir as versões acústicas de antigos sucessos e conhecer duas ou três novas músicas. O grande detalhe: os painéis de vidro do local oferecem uma vista bucólica para os campos da ilha e para o mar ao redor dela e, sem cortinas, permitiram que o céu claro da meia-noite fosse a parte mais importante do cenário. Além da paisagem natural e simples, com uns poucos carros e pedestres passando por ali, estreitos monitores de LED colocados à frente da grande janela mostravam algumas imagens externas ampliadas, como as flores silvestres balançando ao vento ou as águas geladas do Mar da Noruega. Foi muito bacana descobrir o novo trabalho do a-ha e ouvir antigas conhecidas agora em versão acústica, mas mais interessante ainda foi passar as horas seguintes pesquisando sobre a minúscula ilha de Giske, procurando ela no mapa, descobrindo maneiras de chegar lá, verificando distâncias e trajetos, cidades próximas, aeroportos, acomodações e pontos de interesse. O acesso à ilha é feito através de balsas, pontes e túneis de até 4,2km sob o mar. Com aproximadamente 6.300 habitantes, Giske é conhecida como Ilha Saga, porque foi o local de nascimento do líder Viking Rollo, que mais tarde colonizaria a Normandia, na costa norte da França. Praticamente plana e muito fértil, a ilha foi local de diversos assentamentos desde a Idade do Bronze. A Igreja de Giske, originalmente uma capela familiar, foi construída em mármore por volta do ano 1150. A Terra gira em um eixo inclinado em relação ao Sol e, durante os meses de verão, o Pólo Norte encontra-se inclinado na direção da nossa estrela. Por esta razão, durante várias semanas, o Sol nunca se põe acima do Círculo Ártico. Giske é um dos locais indicados para quem quer apreciar o fenômeno com tranquilidade. E tem mais! A partir de Giske também é possível observar a aurora boreal! A Wikipédia diz que “A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos nas regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome dado por Galileu Galilei em 1619, em referência à deusa romana do amanhecer, Aurora, e Bóreas, o deus grego representante dos ventos nortes). A ocorrência deste fenômeno depende da atividade solar. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome dado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul”. Depois de descobrir tudo isso coloquei a Ilha de Giske na lista dos próximos lugares a conhecer, por cinco razões principais: é um lugar pequeno, é um lugar lindo, posso apreciar o sol-da-meia-noite lá, posso apreciar a aurora boreal lá e, foi lá que o Rollo começou! Vídeo: a-ha, The Sun Always Shines On TV (MTV Unplugged) ft. Ingrid Helene Håvik, Outubro de 2017.

#aha #musica #soldameianoite #auroraboreal #noruega #giske

9 visualizações