Eu ainda estou vivo
- Gil Carlos Volpato

- 9 de jul. de 2017
- 2 min de leitura

Em 1970, o artista japonês On Kawara enviou uma série de telegramas ao seu galerista holandês com a frase “I am still alive” ou, traduzindo para o português: “Eu ainda estou vivo”. Uma mensagem simples, verdadeira e cheia de significado, expressada em uma mídia austera e direta. Todos os dias ao acordar, todo ser humano pensa nisso. A vida pode ser alegre, triste, curta, longa, próspera ou miserável, fácil ou sofrida, mas ainda assim é um dom. O fato de não entendermos porque os bons sofrem enquanto os maus se deleitam, ou porque os bons morrem antes, não tira a grandeza da vida. Por pior que seja a vida de alguém, por mais solitária ou por mais breve que tenha sido sua passagem por este mundo, sua presença fez diferença, sua existência deixou uma marca no chão e no coração dos outros à sua volta. Enquanto estamos vivos, com nossos atos e escolhas, alteramos a história; depois disto passamos a fazer parte dela. Onde há vida, há esperança; e há a possibilidade de contribuir de forma positiva e grandiosa, mesmo que através de atitudes simples. O que fazemos da vida é uma questão de escolha, temos o livre arbítrio. O Spock espera que você tenha uma vida próspera e longa, eu desejo que você faça dela algo bom e útil. Não esqueça, você ainda está vivo(a). I Am Still Alive: Politics and Everyday Life in Contemporary Drawing é o nome dado à coleção organizada por Christian Rattemeyer e Maura Lynch entre 23 de Março e 19 de Setembro de 2011 no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque) incluindo trabalhos dos artistas León Ferrari, Felix Gonzalez-Torres, Marine Hugonnier, Lee Lozano, Mangelos, e Robert Morris entre outros. Fotografia: Gil Carlos Volpato, 09 de setembro de 2011, em Nova Iorque, Estados Unidos.







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